Ainda no
Tá na Rede, da Transamérica, antes do jogo Náutico x São Paulo,
falei que o tricolor paulista era o favorito, mas que a superação
de jogadores e o apoio dos torcedores poderiam fazer com que o
Timbu pudesse mudar a história. Porém, o time alvirrubro deixou o
campo derrotado, por 2x1, diante de um rival que chegou a ter dois
jogadores a menos em campo e pode terminar a rodada na zona de
rebaixamento.
O
primeiro tempo foi do Náutico, com pênalti perdido, gols aos 12
minutos, diversas oportunidades sendo criadas e a expulsão de
Júnior César. Mesmo com o São Paulo jogando melhor com um atleta a
menos, o Timbu levou vantagem na primeira
etapa.
Voltou
com Mariano Matos no lugar de Irênio, machucado, e continuou bem,
mas os espaços foram dados para o veloz time tricolor. Incrível a
falta de inteligência para anular as jogadas do São Paulo, mesmo
tendo um jogador a mais.
Uma
falta na entrada da área, um chute errado que bate em Vágner e o
empate apareceu. Fiquei preocupado, pois via como era fácil chegar
ao gol de Gledson. Richarlyson acabou expulso e tudo caminhava para
o Náutico fazer o gol da vitória, mas cadê a competência dos
atacantes. Pior ainda: cadê a competência da zaga, que viu Hugo, no
fim da partida, virar o jogo. Vale lembrar que Cláudio Luiz já
tinha sido expulso e, depois do gol, foi a vez de Michel. Prejuízo
em dobro para o duelo contra o Inter/RS, no
Beira-Rio
O
técnico Geninho falou em filmes do faroeste americana, com os
índios atacando direto, mas os soldados, inteligentes, vencendo as
batalhas no final. Porém, quem colocou o Náutico como
“índio” neste filme foi o treinador, que ainda foi
expulso.
E o que
o volante Derley fez, fazendo gestos obscenos para os torcedores. E
ainda pior: não deu desculpas, disse que não tem satisfação a dar
aos torcedores, mas à diretoria. Faltou inteligência para o
jogador.
Faltou
estratégia ao Náutico. Faltou competência para sair com os três
pontos.